Tarifa social de energia muda em 2026 e pode garantir conta de luz zerada
Novas regras beneficiam idosos e famílias de baixa renda com isenção total para consumos de até 80 kWh mensais.
A conta de luz ganhou novas regras que podem trazer um alívio imediato para o bolso de muita gente. Desde o início deste mês, a Tarifa Social de Energia Elétrica passou a operar com critérios atualizados, focados em proteger quem tem renda menor e consome menos energia no dia a dia.
Agora, em 2026, as famílias inscritas no Cadastro Único que possuem renda de até meio salário mínimo por pessoa têm uma vantagem importante. Se o consumo mensal da residência não ultrapassar 80 kWh, a isenção da tarifa de energia pode ser total, zerando o custo do consumo na fatura.
Essa medida é uma forma de garantir que o acesso à eletricidade não comprometa o dinheiro da comida ou do aluguel. Para quem vive sozinho em uma casa pequena ou para casais de idosos que usam poucos aparelhos eletrônicos, atingir essa meta de consumo é uma meta bem realista.
Descontos para diferentes faixas de consumo
Nem todo mundo consegue manter o consumo abaixo dos 80 kWh, mas isso não significa que o benefício acaba. Para quem consome acima desse limite ou possui uma renda familiar um pouco maior (entre meio e um salário mínimo por pessoa), o governo oferece o chamado Desconto Social.
Nesses casos, os abatimentos na conta de luz podem chegar a 12%. Pode parecer pouco à primeira vista, mas no acumulado de um ano inteiro, essa economia representa um valor significativo que sobra para outras necessidades básicas da família.
O objetivo é criar uma escada de descontos: quanto menos você consome, maior é o abatimento que recebe. É um incentivo que une a necessidade de economizar dinheiro com a importância de evitar o desperdício de energia elétrica dentro de casa.
Regras especiais para idosos e beneficiários do BPC
Para os idosos com mais de 60 anos e para quem recebe o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o acesso ao benefício ficou mais simples. O cadastro para a Tarifa Social costuma ser automático, desde que os dados no sistema do governo estejam corretos.
No entanto, existe um detalhe fundamental que muita gente acaba esquecendo. Para que o desconto apareça na conta mensal, o endereço registrado no Cadastro Único deve ser exatamente o mesmo que consta na fatura da distribuidora de energia.
Se você se mudou recentemente ou se a conta de luz ainda está no nome de um antigo morador, o sistema pode não fazer o cruzamento de dados corretamente. Nesses casos, o desconto não é aplicado. Por isso, vale a pena conferir se o titular da conta é o mesmo que está cadastrado como responsável familiar.
Como garantir o seu direito ao benefício
Se você cumpre os requisitos de renda, mas o desconto ainda não apareceu na sua fatura, o primeiro passo é verificar a situação do seu CadÚnico. Se as informações estiverem desatualizadas há mais de dois anos, o benefício pode ser suspenso até que os dados sejam renovados no CRAS.
Outra dica é entrar em contato com a empresa de energia que atende a sua região. Muitas vezes, uma simples atualização do número do NIS (Número de Identificação Social) pelo telefone ou pelo aplicativo da própria distribuidora já resolve o problema e libera o desconto para o mês seguinte.
Manter aparelhos antigos desligados da tomada e trocar lâmpadas comuns por LED são formas práticas de tentar baixar o consumo para a faixa dos 80 kWh. Com essas pequenas mudanças de hábito e o apoio da nova regra de 2026, a conta de luz deixa de ser um motivo de preocupação extrema no final do mês.




