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Bolsa família tem valor médio de r$ 697,77 em janeiro com novos pagamentos

O primeiro repasse de 2026 já está disponível para milhões de beneficiários com valores adicionais que aumentam o benefício.

O ano de 2026 começou com uma notícia importante para quem depende do Bolsa Família. O valor médio do benefício neste mês de janeiro subiu para R$ 697,77, superando o piso padrão de R$ 600 que a maioria das pessoas já conhece.

Esse aumento no valor médio acontece por causa dos diversos adicionais que o governo federal deposita conforme a composição de cada família. Ao todo, mais de 18,7 milhões de lares em todos os municípios brasileiros estão recebendo esse suporte financeiro agora.

O investimento total do governo para este primeiro mês do ano ultrapassa os R$ 13 bilhões. Esse montante é essencial para movimentar a economia local, especialmente em cidades menores, onde o auxílio ajuda no sustento básico de boa parte da população.

É importante lembrar que o pagamento segue um cronograma organizado pelo número final do NIS. Assim, as famílias podem se planejar melhor para realizar o saque ou utilizar o dinheiro diretamente pelo aplicativo oficial, sem correria nas agências.

Se você percebeu que o valor na sua conta está diferente do vizinho, não se assuste. Cada casa recebe uma quantia personalizada, dependendo da idade dos filhos e se há gestantes ou mães amamentando na residência.

Entenda por que o valor médio subiu para r$ 697,77

Muita gente se pergunta como o governo chega a esse valor quebrado. Na verdade, R$ 697,77 é a média nacional, mas você pode receber muito mais do que isso se tiver várias crianças em casa. O valor base continua sendo R$ 600, mas ele nunca vem sozinho para quem tem dependentes.

Existem hoje três tipos principais de bônus que encorpam o pagamento. O primeiro é o adicional de R$ 150 para cada criança de até seis anos de idade. Para quem tem dois filhos nessa faixa etária, por exemplo, o benefício já pula para R$ 900 mensais.

Além disso, há o acréscimo de R$ 50 voltado para jovens entre 7 e 18 anos incompletos, além de gestantes e mulheres que estão amamentando (nutrizes). Esses valores são acumulativos, o que explica por que a média nacional fica tão acima do piso inicial.

Calendário de pagamentos de janeiro

Para não perder a data do seu dinheiro, o segredo é olhar o último dígito do seu Número de Identificação Social, o famoso NIS. Os pagamentos começaram no dia 19 de janeiro para quem tem final 1 e seguem de forma escalonada até o dia 30.

Nesta semana, as liberações continuam a todo vapor. Quem tem NIS final 3, por exemplo, recebe nesta quarta-feira, dia 21. O cronograma pula os finais de semana e foca nos dias úteis, garantindo que o sistema da Caixa Econômica Federal funcione sem sobrecarga.

Vale destacar que, em algumas cidades que enfrentam situações de emergência ou calamidade pública, o governo costuma unificar o pagamento. Nesses casos específicos, todos os beneficiários daquela localidade podem sacar o dinheiro logo no primeiro dia, independentemente do final do NIS.

O papel da regra de proteção

Uma dúvida muito comum entre os beneficiários é sobre o que acontece quando alguém da família consegue um emprego. Existe a chamada regra de proteção, que permite que a família continue no programa recebendo 50% do valor do benefício por até dois anos.

Isso serve para dar segurança ao trabalhador que está voltando ao mercado. Se a renda por pessoa da casa subir para até meio salário mínimo, o benefício não é cortado de imediato. Em janeiro, mais de 2,4 milhões de famílias estão fazendo uso dessa proteção.

Essa medida evita que as pessoas tenham medo de assinar a carteira de trabalho e perderem o auxílio. É uma rede de segurança para garantir que a transição para a independência financeira seja feita com calma e dignidade.

Como consultar o seu benefício

A forma mais simples de saber exatamente quanto você vai receber é através do aplicativo Caixa Tem. Lá, é possível conferir o extrato detalhado, ver quais adicionais foram somados e até pagar contas e fazer transferências via Pix sem precisar ir ao banco.

Outra opção é o próprio aplicativo do Bolsa Família, que mostra as mensagens do governo sobre a necessidade de atualizar o cadastro ou levar as crianças para pesar no posto de saúde. Ignorar essas mensagens pode levar ao bloqueio do pagamento, então fique atento.

Se você tiver dificuldades com tecnologia, o telefone 111 da Caixa ou o 121 do Ministério do Desenvolvimento Social são canais gratuitos que tiram dúvidas sobre o calendário e os valores. Manter o CadÚnico atualizado no CRAS da sua cidade continua sendo a regra número um para não ter problemas.

O que muda para o restante do ano

Embora janeiro não conte com o pagamento do Auxílio Gás — que é bimestral e deve retornar em fevereiro —, a estrutura do Bolsa Família parece bem consolidada para 2026. O foco continua sendo o combate à fome e o incentivo à educação e saúde.

Para garantir o dinheiro na conta todos os meses, as famílias precisam manter as crianças na escola com boa frequência e a carteira de vacinação em dia. Esse “combinado” entre o governo e o cidadão é o que mantém o programa funcionando e ajudando quem mais precisa.

A expectativa é que os valores médios continuem nesse patamar ao longo do ano, já que a estrutura de bônus por filho veio para ficar. Planeje seus gastos com sabedoria e aproveite as facilidades digitais para gerir o seu benefício com segurança.

Janaína Silva

Amante da leitura desde sempre, encontrei nas palavras um refúgio e uma forma poderosa de expressão. Escrever é, para mim, uma paixão que se renova a cada página, a cada história contada. Gosto de transformar ideias em textos que tocam, informam e inspiram. Entre livros, pensamentos e emoções, sigo cultivando o prazer de comunicar com autenticidade.

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