Novas opções bancárias prometem facilitar o crédito em 2026; confira
Planejar o uso do crédito consignado evita que o desconto mensal comprometa a compra de itens essenciais.
O tema do empréstimo consignado sempre gera muitas conversas nas filas de banco e nos grupos de mensagem. Para quem recebe um benefício mensal garantido, a possibilidade de pegar um dinheiro adiantado para resolver uma emergência parece muito atrativa.
Em 2026, novas diretrizes entraram em vigor para tentar tornar esse tipo de crédito mais seguro e menos pesado para o bolso do cidadão. O governo e o conselho de previdência ajustaram o teto de juros que os bancos podem cobrar, tentando evitar dívidas excessivas.
O grande diferencial do consignado é que o valor da prestação é descontado diretamente do benefício, antes mesmo de o dinheiro cair na sua conta. Por um lado, isso garante juros menores que o cartão de crédito, mas por outro, diminui o valor que sobra para passar o mês.
Antes de assinar qualquer contrato, é preciso colocar tudo na ponta do lápis. O que parece ser uma solução rápida hoje pode se tornar um aperto financeiro nos próximos meses se o planejamento não for feito com cuidado e muita calma.
Saber exatamente quanto você vai pagar e quais são os seus limites ajuda a evitar que o crédito se torne um problema maior do que a dívida inicial. O uso consciente do banco é o que garante que você não perca o controle das suas contas.
As novas taxas e limites para este ano
Com as atualizações recentes, a taxa máxima de juros para o consignado caiu, acompanhando a situação econômica do país. Os bancos agora precisam oferecer condições mais competitivas para atrair os clientes, o que abre espaço para você pesquisar a melhor proposta.
O limite de comprometimento da renda, que é a chamada margem consignável, continua sendo de até 35% do valor do benefício. Isso significa que, se você recebe um salário mínimo, sua parcela mensal não pode ultrapassar cerca de 525 reais.
Essa trava é uma proteção importante para o próprio beneficiário. Sem ela, corre-se o risco de comprometer tanto o pagamento que não sobraria dinheiro nem para a alimentação básica ou para o pagamento do aluguel e da conta de luz.
Cuidados para não cair em golpes e ciladas
Infelizmente, com a liberação de novas condições de crédito, também aumentam as tentativas de golpes por telefone. É muito comum receber mensagens de pessoas fingindo ser de bancos, oferecendo valores altos e pedindo fotos de documentos ou senhas secretas.
Nunca passe seus dados pessoais ou faça fotos do seu rosto para desconhecidos na internet. Bancos oficiais não costumam pedir senhas por telefone ou aplicativos de mensagem. Se você tiver interesse no empréstimo, procure diretamente o aplicativo oficial do seu banco ou vá até uma agência.
Outra dica importante: cuidado com o chamado cartão de crédito consignado. Ele funciona de forma diferente do empréstimo comum e pode ter juros mais altos se você não pagar a fatura total. Leia sempre os detalhes para entender exatamente o que está sendo contratado.
Quando vale a pena contratar o crédito
O empréstimo deve ser usado como uma ferramenta para resolver problemas específicos, e não para cobrir gastos comuns do dia a dia. Ele vale a pena quando o juro que você vai pagar no banco é muito menor do que o juro de uma dívida que você já tem.
Também pode ser útil para um investimento que trará retorno, como a compra de uma ferramenta para trabalhar ou o conserto de algo urgente na casa. Se for para um gasto passageiro, o ideal é tentar poupar um pouquinho por mês em vez de fazer uma dívida longa.
Tomar as melhores decisões para sua família exige paciência e informação correta. Manter a cabeça fria na hora de lidar com dinheiro é o segredo para atravessar o ano com as contas organizadas e o seu benefício mensal sempre protegido.





