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Autista recebe benefício do INSS? Veja quais são disponibilizados e como solicitar!

Para saber se autista recebe benefício do INSS, é importante entender como funciona a concessão dos pagamentos. Afinal, todos os benefícios têm regras específicas.

O Brasil possui cerca de 6 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme estimativas baseadas em um relatório do CDC (Center for Disease Control and Prevention) de 2023. Trata-se de uma grande população que, a cada dia, cresce mais com a melhoria dos diagnósticos.

Esse dado foi obtido com base na prevalência do autismo nos Estados Unidos, que aponta que 1 em cada 36 crianças de 8 anos recebe o diagnóstico. A partir desse índice, especialistas calcularam o número de autistas no Brasil, considerando a população total do país.

Embora os números sejam estimativos, eles reforçam a necessidade de políticas públicas e direitos garantidos para pessoas com TEA, especialmente no âmbito previdenciário e assistencial. Por isso é importante ficar atento aos direitos de pessoas desse grupo.

Quer saber se autista recebe benefício do INSS? Então confira como funciona para este grupo.
Quer saber se autista recebe benefício do INSS? Então confira como funciona para este grupo. / Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / bolsadafamilia.com.br

Entendendo o autismo e suas comorbidades

O Transtorno do Espectro Autista não é uma doença, mas sim uma condição neurológica que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento. Pessoas dentro do espectro podem apresentar dificuldades para se relacionar, padrões de comportamento repetitivos e uma resistência às mudanças.

Além disso, o TEA frequentemente vem acompanhado de comorbidades, como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), epilepsia, ansiedade e dificuldades motoras. Os sintomas variam conforme o nível do espectro, que pode ser classificado em três categorias:

  • Nível 1 (Leve): Dificuldade em iniciar interações sociais e resistência a mudanças. O indivíduo precisa de apoio para reduzir impactos na rotina e na comunicação.
  • Nível 2 (Moderado): Déficits mais evidentes na comunicação, maior dificuldade em lidar com mudanças e comportamentos repetitivos mais marcantes. O apoio é essencial para a vida cotidiana.
  • Nível 3 (Grave): A pessoa apresenta déficits severos na comunicação e na interação social, necessitando de apoio intensivo para atividades básicas do dia a dia.

O diagnóstico do TEA pode ocorrer ainda na infância e acompanhar o indivíduo por toda a vida. Embora não tenha cura, intervenções terapêuticas e políticas públicas adequadas garantem maior inclusão e qualidade de vida.

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Autista recebe benefício do INSS?

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) oferece benefícios tanto para autistas contribuintes da Previdência Social quanto para aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Os direitos previdenciários e assistenciais para pessoas com TEA incluem:

  • Benefício por Incapacidade Temporária: Destinado ao trabalhador autista que precisa se afastar de suas atividades devido a limitações causadas pelo transtorno ou suas comorbidades.
  • Aposentadoria da Pessoa com Deficiência: Pode ser concedida por idade ou por tempo de contribuição, com critérios diferenciados para autistas, que podem ter redução no tempo necessário para se aposentar.
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS): Pago a pessoas com TEA em situação de vulnerabilidade social, sem necessidade de contribuição ao INSS. A renda per capita da família deve ser inferior a um ¼ do salário mínimo.
  • Auxílio-Inclusão: Destinado a pessoas com deficiência moderada ou grave que ingressam no mercado de trabalho. O valor equivale à metade do BPC.

Autista pode se aposentar por invalidez?

Se a condição impossibilitar completamente a realização de qualquer atividade profissional, a aposentadoria por invalidez pode ser concedida. Para isso, é necessário:

  • Ter qualidade de segurado no momento da perícia médica;
  • Comprovar incapacidade total e permanente para o trabalho;
  • Passar por perícia médica do INSS;
  • Cumprir carência mínima de 12 meses de contribuição (exceto em casos de doenças graves).

O autista que atende a esses critérios pode solicitar a aposentadoria por invalidez e garantir uma renda mensal para seu sustento.

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Como dar entrada nos benefícios do INSS para autistas

Para solicitar qualquer benefício, é essencial apresentar documentos que comprovem a condição do autista e sua necessidade de assistência. O primeiro passo é reunir os laudos médicos e os documentos pessoais, além de realizar o pedido pelo portal Meu INSS ou pelo telefone 135.

Documentos necessários

  • CPF e documento de identificação do requerente e do responsável legal, se houver;
  • Comprovante de residência atualizado;
  • Laudos médicos detalhados, indicando o diagnóstico, a CID (Classificação Internacional de Doenças) e a incapacidade, se aplicável;
  • Exames complementares e relatórios de acompanhamento terapêutico;
  • Comprovantes de renda familiar (para BPC);
  • Carteira de trabalho e histórico previdenciário (para benefícios previdenciários).

Após a solicitação, o INSS agenda a perícia médica para avaliar o caso e determinar a concessão do benefício.

Outros benefícios sociais para autistas

Além dos benefícios do INSS, pessoas com TEA têm direito a outras garantias e políticas de inclusão social. Entre elas, destacam-se:

  • Prioridade no Atendimento: Lei garante atendimento prioritário em bancos, repartições públicas e estabelecimentos comerciais.
  • Carteira de Identificação do Autista (CIA): Documento que facilita o acesso a direitos e serviços públicos.
  • Passe Livre: Disponível para autistas de baixa renda, assegura gratuidade no transporte interestadual.
  • Isenção de Impostos: Autistas podem ter isenção de IPI, ICMS e IPVA na compra de veículos adaptados.
  • Salas Multissensoriais: O INSS está implementando espaços adaptados para atendimento de autistas em suas unidades.

Essas medidas visam garantir mais acessibilidade, inclusão e qualidade de vida para pessoas com TEA e suas famílias. Buscar informação sobre esses direitos é fundamental para assegurar que o autista receba o suporte necessário para viver com dignidade e autonomia.

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