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Abono salarial PIS/Pasep 2026: confira as datas de pagamento e quem tem direito ao valor

O calendário para quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público já está definido, liberando até um salário mínimo extra.

O ano de 2026 começa com uma boa notícia para o bolso do trabalhador brasileiro que esteve na ativa recentemente. O abono salarial, aquele dinheiro extra que funciona como um 14º salário para muita gente, começa a ser pago em breve, seguindo a ordem do mês de nascimento dos beneficiários.

Muita gente ainda faz confusão entre o PIS e o Pasep, mas a diferença é simples. O PIS é destinado aos funcionários de empresas privadas e é pago pela Caixa Econômica Federal. Já o Pasep é o benefício dos servidores públicos, militares e empregados de empresas estatais, sendo gerido pelo Banco do Brasil.

Para ter direito a esse dinheiro, não basta apenas ter trabalhado. Existe uma série de critérios que o governo analisa automaticamente. O principal deles é que o trabalhador precisa ter recebido, em média, até dois salários mínimos por mês durante o período trabalhado.

Além disso, é necessário estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. Isso significa que quem entrou no primeiro emprego agora ainda terá que esperar um pouco para ter acesso a esse benefício específico. Outro ponto fundamental é que a empresa onde você trabalhou precisa ter enviado seus dados corretamente na declaração oficial do governo.

O valor que cada pessoa recebe varia de acordo com o tempo trabalhado no ano-base. Se você trabalhou os 12 meses, recebe o valor cheio de um salário mínimo. Se trabalhou apenas seis meses, recebe metade, e assim por diante. É um cálculo proporcional que ajuda a reforçar o orçamento doméstico.

Regras essenciais para garantir o seu abono

Para não ter erro e garantir que o dinheiro caia na conta, o trabalhador precisa ficar atento aos detalhes burocráticos. O primeiro passo é confirmar se o seu contrato foi de carteira assinada por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano que está sendo pago agora.

É importante lembrar que trabalhadores domésticos e pessoas físicas contratadas por outras pessoas físicas não têm direito ao abono, pois o benefício é vinculado à contribuição das empresas. Essa é uma dúvida muito comum que acaba gerando frustração na hora da consulta.

Outro detalhe que muita gente esquece é a atualização dos dados cadastrais. Se você mudou de nome por causa de casamento ou se houve algum erro na digitação do seu CPF na época da contratação, isso pode travar o pagamento no sistema do Ministério do Trabalho.

Se você cumpre todos os requisitos e, mesmo assim, o sistema diz que você não tem direito, o caminho é verificar com o RH da empresa se a relação de funcionários foi enviada no prazo correto. Sem essa informação no sistema federal, o banco não consegue liberar o saque.

Como consultar o valor e a data pelo celular

Hoje em dia, ninguém precisa mais ir até uma agência bancária só para saber se tem dinheiro a receber. Tudo pode ser feito de forma rápida e segura através do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que está disponível para todos os tipos de smartphone.

Ao entrar no aplicativo com sua conta gov.br, basta procurar pela aba “Benefícios” e depois em “Abono Salarial”. Lá, o sistema informa exatamente qual é o valor previsto, a data em que o dinheiro será depositado e por qual banco ele será pago.

Outra opção muito prática para quem trabalha em empresas privadas é o aplicativo Caixa Tem ou o Caixa Trabalhador. Neles, você consegue ver o extrato e até movimentar o dinheiro assim que ele for liberado, sem precisar de cartão físico para fazer compras ou transferências.

Para os servidores públicos, o Banco do Brasil oferece a consulta através do portal do Pasep ou pelo próprio aplicativo do banco. Mesmo quem não é correntista do BB pode consultar e solicitar a transferência do valor para qualquer outra conta que possua, de forma gratuita via Pix.

Calendário de pagamentos para o setor privado (PIS)

O cronograma do PIS é organizado conforme o mês de nascimento do trabalhador. Geralmente, os pagamentos começam no primeiro semestre e se estendem até meados do ano. Quem nasce em janeiro e fevereiro costuma ser o primeiro grupo a receber.

Os depósitos são feitos de forma escalonada. Isso evita que os sistemas dos bancos fiquem sobrecarregados e que as agências tenham filas desnecessárias. É uma organização que permite ao trabalhador se planejar melhor, sabendo exatamente em qual quinzena o dinheiro estará disponível.

Vale destacar que, uma vez que o dinheiro é liberado, o beneficiário tem um prazo limite para fazer o saque, que geralmente vai até o final do ano. Se perder esse prazo, o dinheiro volta para o fundo do governo e será necessário entrar com um pedido administrativo para resgatá-lo depois.

Se você tem conta na Caixa, o processo é ainda mais simples, pois o dinheiro muitas vezes é creditado automaticamente na sua conta corrente ou poupança, poupando o trabalho de ter que solicitar o resgate manualmente.

Orientações para servidores públicos (Pasep)

Diferente do PIS, o Pasep não usa o mês de nascimento como critério, mas sim o número final da inscrição do servidor. Cada final de número corresponde a uma data específica de liberação ao longo do cronograma oficial estabelecido pelo Conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Os servidores ativos, aposentados e pensionistas que se enquadram nas regras de renda devem ficar de olho no extrato do Banco do Brasil. Para quem já possui conta no BB, o valor entra direto no saldo disponível, aparecendo com uma identificação específica do abono.

Quem não tem conta no Banco do Brasil pode realizar a transferência do Pasep para qualquer outra instituição financeira através do serviço de TED ou Pix disponível nos canais digitais do banco. É um processo rápido que garante que o servidor receba o valor onde achar mais conveniente.

Em caso de dúvidas sobre o valor ou se houver divergência nos meses trabalhados, o servidor deve procurar o setor de gestão de pessoas do seu órgão para conferir se as informações enviadas ao governo federal estão corretas. Pequenos erros de digitação na carga horária ou no salário podem afetar diretamente o cálculo do benefício.

Janaína Silva

Amante da leitura desde sempre, encontrei nas palavras um refúgio e uma forma poderosa de expressão. Escrever é, para mim, uma paixão que se renova a cada página, a cada história contada. Gosto de transformar ideias em textos que tocam, informam e inspiram. Entre livros, pensamentos e emoções, sigo cultivando o prazer de comunicar com autenticidade.

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